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Respeito – Giba
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QUANDO O ORGULHO NÃO É SUFICIENTE!

Na data de 28 de junho, comemora-se o Dia do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Essa semana vi uma discussão no facebook, onde alguns argumentavam que não é preciso ter orgulho de sua sexualidade, uma vez que todos somos humanos. Esse debate me fez lembrar numa situação que vivenciei.

Alguns meses atrás fiz o acompanhamento psicológico de um jovem de 13 anos de idade. Na época, ele dizia que era travesti. Algum tempo depois disse que ia ser gay, pois gay é respeitado, travesti não!

“Não gosto de viado, eu gosto é de muleque e marginal”, ou sobre a trajetória de gays que não sentem atração por gays

Essa foi a frase que chamou minha atenção na virada de ano 2016/17. Foi dita por um homem gay de uns 25 anos, mas endossada por um grupo de uns 5 ou 6, de mais idade. Pude compreender melhor a trajetória desses homens e como se relacionam com outros. Homens que desde cedo sofreram as agruras da homofobia. Segundo a mãe de um deles, seu esposo disse, ao constatar que o filho, ainda criança, era afeminado: “ou ele ou eu! ”. A mãe escolheu o filho e, desde então, tem sido muito próxima dele. O fato, no entanto, revela uma trajetória de violências, muitas das quais, pelo que pude perceber, os sujeitos sequer têm noção.