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Giba – Página: 2 – Só mais um site WordPress
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Ninguém nasce heterossexual ou o quê matou Alex.

Após ler as chocantes notícias do pai que matou o seu próprio filho Alex porque ele não se comportava como um homem, tive vontade de retomar um tema que já foi bastante tratado aqui no blog. Esse e outros casos mostram o quanto ainda é necessário evidenciar como a heterossexualidade é obrigatória sobre todos nós e, caso não nos comportemos como prevê a norma, corremos o risco de sermos assassinados, inclusive por nossos pais, aqueles que figuram na imagem da sagrada família que nos protege.

Quando realizo alguma palestra ou oficina sobre sexualidade, começo refletindo sobre  questões de identidade posicionando-a como uma construção humana. Rapidamente as pessoas entendem que, a partir de algumas características corporais, a cultura constrói identidades, separa grupos e produz hierarquias.

“Quem manda na mata é Oxóssi; quem manda no meu corpo sou eu!”: Viva as vadias!

Com esse refrão, título desse texto, começava minha experiência na Marcha das Vadias em Simões Filho, cidade metropolitana de Salvador. Além desse, um outro grito me chamava atenção: “Se o corpo, se o corpo é da mulher, ela dá, ela dá pra quem quiser”, que logo se transformou em: “Se o corpo, se o corpo é da mulher, ela dá, ela dá pra quem quiser, até pra outra mulher!”

“Jesus é babado!” A aventura das “bichas pintosas” nas igrejas evangélicas.

As igrejas evangélicas contam com muitos fiéis homossexuais. Alguns testemunham “a cura” e esses sempre estão falando do milagre da conversão heterossexual; outros, e são a grande maioria, se mantém no armário.

Para sobreviver nesse espaço de violência simbólica que são os templos evangélicos, é preciso saber manter seus desejos e, algumas vezes, as práticas em segredo. Mas e as “bichas pintosas”, que lugar elas têm nessas igrejas? É possível ser feminina e evangélica?

Como os homossexuais podem lidar com a solidão e o abandono na velhice?

Textos jornalísticos e acadêmicos têm ressaltado a dupla estigmatização que atinge sujeitos por serem homossexuais e idosos. Além de inúmeras situações de abandono, isso tem feito várias dessas pessoas retornarem ao armário. Essa realidade ainda precisa ser melhor explorada por pesquisas, para que possamos refletir como essas condições podem ser alteradas e que prioridade essa situação pode ocupar na agenda política do Movimento LGBT.

A homonormatividade não existe.

Minha proposta é a de questionar o uso do conceito de homonormatividade. A ideia não é fazer um policiamento do que viria a ser um uso correto dos conceitos, mas porque acredito que esses usos problemáticos têm implicações políticas muito sérias e concretas, como pretendo demonstrar ao final deste texto.

Qual a orientação sexual de uma mulher que penetra homens? Bonita e sedutora, talvez!

Esse texto é uma continuação do post anterior: “Hétero-passivo é tendência!”, que gerou muita discussão aqui no blog e nas redes sociais. Vou abordar o tema agora falando das mulheres por dois motivos: a) quero enfatizar o protagonismo das mulheres no ato sexual com homens; b) pretendo problematizar as concepções de identidade a partir da prática sexual anal.

Qual a diferença entre homofobia, heterossexualidade compulsória e heteronormatividade?

Ultimamente tenho observado que algumas pessoas usam esses termos como sinônimos ou de forma equivoca, na maioria das vezes substituindo homofobia por heteronormatividade.

Embora os termos nos remetam à uma diferença e uma tentativa de dar conta de uma realidade, esses três fenômenos se tocam, não são tão inseparáveis e talvez por isso a confusão, sem falar que, ao surgir um termo novo, as pessoas aderem a um certo modismo e, por isso, pode ser que a palavra heteronormatividade venha sendo usada com tanta frequência.