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Blog Ibahia – Giba
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Governo da Bahia e da Prefeitura de Salvador: Cúmplices da violência contra a população LGBT

Você pode ter lido esse título e achar que é uma imprecisão, mas não o é. Pessoas não são vulneráveis, elas são vulnerabilizadas por instituições que falham em reconhecer a cidadania de todxs xs sujeitxs. Quando o Estado não propicia políticas públicas que assegurem o bem-estar das pessoas, ele se compromete eticamente com sua função e objetivo, inclusive porque participa, juntamente com a sociedade em geral, de uma posição política que hierarquiza sujeitos e os trata de modo desigual. Não há uma posição neutra e toda ação que não é realizada coopera com as violências que são cometidas com cidadãos. Não agir é agir em favor da desumanização de pessoas.

Governo do Estado da Bahia pretende repassar três milhões para ONG em vez de dar assistência a população LGBT

O título desse texto também poderia ser: suspeita de irregularidade em edital de financiamento, em eleições para o Conselho Estadual LGBT e o descaso do Governo do Estado da Bahia para com a população LGBT.

Faz alguns meses que critiquei a inexistência de políticas públicas para população LGBT e de lá para cá nada mudou, embora o número de violências seja crescente, ao menos de acordo com pesquisas e sites que contabilizam violência contra pessoas LGBTs.

“Não gosto de viado, eu gosto é de muleque e marginal”, ou sobre a trajetória de gays que não sentem atração por gays

Essa foi a frase que chamou minha atenção na virada de ano 2016/17. Foi dita por um homem gay de uns 25 anos, mas endossada por um grupo de uns 5 ou 6, de mais idade. Pude compreender melhor a trajetória desses homens e como se relacionam com outros. Homens que desde cedo sofreram as agruras da homofobia. Segundo a mãe de um deles, seu esposo disse, ao constatar que o filho, ainda criança, era afeminado: “ou ele ou eu! ”. A mãe escolheu o filho e, desde então, tem sido muito próxima dele. O fato, no entanto, revela uma trajetória de violências, muitas das quais, pelo que pude perceber, os sujeitos sequer têm noção.

Atendimento psicológico gratuito à População LGBT

Historicamente, os sujeitos não-heterossexuais, em especial a população trans, em sua diversidade, têm sido patologizada pelos saberes médicos. Ainda hoje, encontramos pessoas e instituições que insistem em curar gays, lésbicas, travestis e transexuais. A psicologia, por décadas, serviu a esses...

Historicamente, os sujeitos n...

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G0ys, héteros-passivos-flexíveis e o fim da heterossexualidade.

A cada dia surgem novas identidades e classificações sexuais. É um movimento que vem das vivências e experiências, ao contrário das identidades peritas que nascem no sistema médico/psiquiátrico europeu.

Enquanto o sistema médico encaixa as pessoas em suas nomenclaturas, com fronteiras definidas e associações com o modelo saúde/doença ou normal/patológico, nas vivências do cotidiano, as pessoas tentam renomear as suas vivências e redefinir parâmetros.

Ninguém nasce heterossexual ou o quê matou Alex.

Após ler as chocantes notícias do pai que matou o seu próprio filho Alex porque ele não se comportava como um homem, tive vontade de retomar um tema que já foi bastante tratado aqui no blog. Esse e outros casos mostram o quanto ainda é necessário evidenciar como a heterossexualidade é obrigatória sobre todos nós e, caso não nos comportemos como prevê a norma, corremos o risco de sermos assassinados, inclusive por nossos pais, aqueles que figuram na imagem da sagrada família que nos protege.

Quando realizo alguma palestra ou oficina sobre sexualidade, começo refletindo sobre  questões de identidade posicionando-a como uma construção humana. Rapidamente as pessoas entendem que, a partir de algumas características corporais, a cultura constrói identidades, separa grupos e produz hierarquias.