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Atendimento psicológico gratuito à População LGBT – Giba
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Atendimento psicológico gratuito à População LGBT

Atendimento psicológico gratuito à População LGBT

Historicamente, os sujeitos não-heterossexuais, em especial a população trans, em sua diversidade, têm sido patologizada pelos saberes médicos. Ainda hoje, encontramos pessoas e instituições que insistem em curar gays, lésbicas, travestis e transexuais. A psicologia, por décadas, serviu a esses objetivos anti-éticos e desumanos ao não respeitar as identidades e os gêneros das pessoas e, principalmente, ao não questionar a patologização das identidades trans.

A partir dessa crítica, desde o semestre passado estamos realizando atendimento psicológico à população LGBT, com o objetivo de dar suporte ao enfrentamento das violências cotidianas que questionam essas vivências e que vulnerabilizam sujeitos.

Nesse período temos acompanhado diversos casos de violência física. No entanto, não esperávamos tantos casos de violência intrafamiliar, principalmente com mães e pais expulsando filhos e filhas de casa. Muitas dessas pessoas também têm sofrido violência moral, ao serem convencidas que não são normais, o que as levam a falar em suicídio.

Ajudar os sujeitos a lidar com essas questões são insuficientes, pois o sujeito compreender e lidar bem com sua sexualidade não evita que os outros continuem os violentando. Sabemos dos limites de nossas ações e da necessidade de discussões mais amplas, com toda sociedade.

Em relação às pessoas trans é importante ressaltar que não concordamos com a exigência de que todas tenham que fazer acompanhamento psicológico para ter acesso a serviços de saúde e mudanças de nome/sexo. Sabemos que não somos nós, psicólogos/as, que atestamos se uma pessoa é trans ou não. Consideramos importante a autonomia das pessoas trans na afirmação de suas identidades, visto que elas não são doentes, nem desviantes mas, como esse processo exige laudos psicológicos, é importante dar esse suporte, principalmente a quem não pode pagar um psicólogo particular.

Solicitação de atendimento

O atendimento também pode ser solicitado através do Grupo Mães da Diversidade ou da Defensoria Pública do Estado da Bahia.

Por Gilmario Nogueira

Leo Ribeiro

leoorcruz@hotmail.com

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