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junho 2017 – Giba
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A invenção da heterossexualidade e homossexualidade

A julgar pelos comentários deixados nesse blog, suponho que o número de pessoas que acreditam que o mundo se divide naturalmente entre homossexuais e heterossexuais seja enorme. É uma crença que muitos militantes/ativistas LGBTs e homofóbicos têm em comum. O que muda é o que cada um pensa a respeito dos sujeitos, mas a divisão é pouco questionada.

Como se chamam as pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo?

Essa parece ser uma pergunta óbvia e, se não houver em sua concepção outro termo que designe esses sujeitos que não o de homossexuais, considere a possibilidade de rever as suas crenças e concepções de mundo.

Deparei-me com essa questão ao visitar a casa de amigos e ver esse questionamento na parede do quarto. No momento em que li a questão, também respondi apressadamente, mas logo questionei por que alguém faria uma pergunta tão óbvia, para então perceber que abaixo da pergunta existia a resposta, que dizia: “João, Maria, Pedro, Luis, Antonio, Sônia…”.

Quem precisa de casamento e monogamia?

Gosto do texto de uma feminista chamada Adrinne Rich, A Heterossexualidade Compulsória e a Existência Lesbica, que problematiza o modo como as mulheres têm sido convencidas desde a infância que o casamento heterossexual é o destino inevitável de suas vidas. Elas crescem com essa idealização do casamento e do amor romântico de modo que se tornam aprisionadas psicologicamente e tentam ajustar o espírito e a mente dentro de um roteiro prescrito pelos outros.

A homofobia é um problema de todos

No dia 24 de junho de 2012, dois irmãos, gêmeos, foram agredidos por oito homens na cidade de Camaçari. Uma das vítimas não resistiu aos ferimentos. José Leonardo morreu, deixando a namorada grávida. No ano passado, em São José do Rio Preto (a 175 km de Ribeirão Preto-SP), um grupo de jovens agrediu um homem de 42 anos e seu filho de 18. Os dois casos tiveram a mesma motivação: homofobia contra sujeitos que foram confundidos com homossexuais, uma vez que demonstram afetos em público.

A encenação da masculinidade

Há algum tempo, um vídeo está chamado atenção de muitas pessoas. Trata-se de uma performance de um lutador que se “transforma” em uma academia do Rio de Janeiro. A transformação em questão se deve ao fato de que o rapaz chamado “Frazãozinho” inicia o vídeo encenando um treinamento de luta e depois nos surpreende com uma dança que poderíamos chamar de afeminada. Confira dois vídeos sobre o tema, um deles considerado um ensaio:

Um homem homossexual pode ter desejo sexual por uma mulher?

Pensei em fazer esse texto, a partir de algumas críticas que li sobre o personagem Roni, da novela Avenida Brasil. Um dos temores dos críticos é que o autor resolva “heterossexualizar” o personagem, tal como foi feito na novela A favorita, com o personagem de Orlandinho (Iran Malfitano) que “viveu” parte da trama no armário, mas no fim se transformou em heterossexual.